| Simpático boneco de neve localizado em Piedras Blancas |
Conhecer a neve é um sonho, ou pelo menos uma curiosidade, de muitos brasileiros. Nosso país tropical, ainda que continental, não reserva grandes chances para isso. É certo que em alguns locais da região sul, especialmente na serra catarinense, a neve, vez por outra, dá o ar da graça. Mas é algo muito eventual, que não viabiliza uma viagem programada de longa distância.
Há diversos destinos internacionais que permitem curtir a neve. Por razões geográficas e financeiras, a América do Sul, especificamente a Cordilheira dos Andes permite realizar este sonho a um custo razoável.
E por que afinal tantos brasileiros escolhem Bariloche? Afinal, este não é o único destino de neve da América do Sul. Bariloche não tem uma geleira como o glaciar Perito Moreno, em El Calafate, não tem uma neve com a mesma qualidade da neve powder de Ushuaia, não tem a proximidade da capital como Vale Nevado tem de Santiago/Chile, sua estação de esqui (Cerro Catedral) não é a preferida dos esquiadores e snowboarders. Pior ainda, a neve nem sempre é garantida, especialmente nas altitudes mais baixas, o que pode ser a grande decepção de quem vem a Bariloche no inverno. Seria então Barioche apenas uma jogada de marketing turístico? Um pega-turista?
A resposta é que Bariloche vale sim sua viagem. E por quê? Pelo conjunto da obra. A natureza foi extremamente generosa com Bariloche, e toda a região em sua volta. O cenário de montanhas, lagos de águas trasnparentes, florestas é lindíssimo. A neve só vem engrandecer a beleza natural do lugar. A cidade é de porte médio, possui uma grande variedade de hospedagens, para todos os gostos e bolsos, com cabanas, hotéis, pousadas, albergues, e imóveis de temporada. A cidade oferece todos os meios de transporte urbanos: ônibus, taxi/remis, aluguel de carro e serviços de agência. Além disso, conta-se com aeroporto, shopping, comércio local relativamente concentrado geograficamente, estrutura de serviços de saúde, e uma grande variedade casas noturnas.. E principalmente, Bariloche tem uma grande oferta e variedade de atrações e passeios turísticos, que nenhuma outro destino de neve da América do Sul tem.
Nesse cenário, Bariloche consegue agradar a quase todos os tipos de turistas: jovens, casais, família, crianças, idosos, grupos, esportistas, etc. É aí é que está seu maior mérito, ser um destino de neve polivalente, que se adapta ao gosto e necessidade de cada um.
Obviamente que, como qualquer outro destino turístico, Bariloche tem seus pontos fracos, até mesmo porque a escolha de um destino de viagem é algo subjetivo e, por isso, sujeito a polêmicas.
O primeiro ponto a merecer atenção é a grande quantidade de turistas. O turismo de Bariloche funciona no atacado. Na temporada de neve, isso é particularmente acentuado no mês de julho, o que se traduz em agito e filas nas principais atrações e restaurantes. Fui em agosto e considerei que a quantidade de pessoas estava na medida certa. Poucas filas nas atrações. Dessa forma, a questão da multidão de brasileiros que dá origem ao termo "Brasiloche" pode ser atenuada simplesmente evitando a segunda quinzena de julho e o começo de agosto.
Um segundo ponto é a incerteza quanto a situação de neve durante a viagem. Bariloche nunca foi um destino de neve garantida, ainda mais em tempos de aquecimento global. Dessa forma, não é raro alguém programar uma viagem em pleno inverno e encontrar pouca neve. Neste ano de 2013, por exemplo, o mês de julho foi particularmente cruel. Céu ensolarado praticamente todos os dias. Muito bom para curtir as paisagens, mas ruim para a neve, que se restringiu às montanhas mais altas.
O presente blog é resultado de uma viagem de 10 dias à Bariloche em agosto de 2013. Mas grande parte das informações tem origem nas diversas pesquisas que fiz na internet durante os doze meses que antecederam a viagem. Devo muito que sei sobre Bariloche a diversas pessoas que criaram seus seus sites e blogs, mas especialmente ao site mochileiros (http://www.mochileiros.com/bariloche-perguntas-e-respostas-t6796-3120.html) e mais recentemente ao grupo do facebook administrado por Pablo Martin (https://www.facebook.com/#!/groups/barilochelagos/).
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